Os Açores registam a taxa “mais baixa do país” de casos tuberculose, com um valor de 2,9 casos por 100 mil habitantes atingido em 2024, o que “evidencia um controlo sólido” da doença, segundo o Governo Regional.
Para a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, “a evolução epidemiológica na região continua a evidenciar um controlo sólido e consistente desta doença, em linha com o Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal – Dados 2024 (SVIG-TB 2025), publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS)”.
Em comunicado do executivo açoriano, é referido que o relatório revela que Portugal registou em 2024 o valor mais baixo de sempre no número de casos de tuberculose, com 1.536 notificações, correspondendo a uma taxa de 14,3 casos por 100 mil habitantes.
Nos Açores, o sistema nacional SVIG-TB “registou sete casos, traduzindo-se numa taxa de 2,9 por 100 mil habitantes, a mais baixa do país”, o que “reforça a excelência da vigilância e controlo implementado na região”.
“O facto de os Açores apresentarem a taxa mais baixa do país demonstra, de forma clara, a eficácia do nosso sistema de vigilância e a qualidade da resposta do Serviço Regional de Saúde”, Segundo a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi.
O relatório da DGS “refere explicitamente que, nas regiões autónomas, ‘a qualidade e completude dos dados não permitem uma análise autónoma relativamente ao total nacional, em virtude de falhas reportadas no sistema informático de notificação’”.
De acordo com a Secretaria Regional, a “aparente redução abrupta de casos nos Açores (de 19 em 2023 para sete em 2024) deve-se a constrangimentos técnicos na exportação dos dados e não reflete uma alteração epidemiológica”.
O executivo açoriano refere que, “apesar dos desafios específicos associados à dispersão geográfica do arquipélago, nomeadamente as deslocações interilhas e a gestão de recursos, o Serviço Regional de Saúde tem assegurado uma resposta eficaz e coordenada”.
“A evolução dos indicadores desde 2000 confirma esta trajetória positiva: enquanto a taxa nacional desceu de 42,9 para 14,3 casos por 100 mil habitantes, os Açores têm mantido valores consistentemente inferiores à média nacional. Em 2024, a taxa de 2,9 representa o valor mais baixo de sempre na região”, é referido pelo Governo Regional.