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Enfermeira em Ponte de Lima indicada como vogal para a ULS Alto Minho

LUSA
20-03-2026 18:13h

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho aprovou, por maioria, indicar a enfermeira Mónica de Morais para vogal na Unidade de Saúde do Alto Minho (ULSAM), refere a ata de uma reunião daquela entidade hoje consultada pela agência Lusa.

De acordo com o documento, a decisão foi tomada em fevereiro, em reunião do Conselho Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, presidida por António Barbosa, presidente da Câmara de Monção (PSD).

Nessa reunião foi revogada a deliberação de indicação, em março de 2025, de Manoel Batista, ex-presidente da Câmara de Melgaço (PS), para representar os 10 municípios da região na ULSAM, cargo que nunca chegou a desempenhar.

A ata adianta que, naquela reunião, foi “revisitado o histórico do processo, o tempo entretanto já decorrido, de mais de 11 meses, para a validação do nome proposto [Manoel Baptista]”.

Os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que integram a CIM do Alto Minho “concluíram que, não obstante a deliberação tomada[indicação de Manoel Batista], o envio atempado de toda a documentação à direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e os contactos, entretanto estabelecidos, a este respeito, a designação como vogal do conselho da administração da ULSAM de Manoel Batista Calçada Pombal não ocorreu até ao momento presente”.

“Os municípios do Alto Minho, representantes das populações locais, encontram-se desde há mais de três anos sem representante ma ULSAM, o que urge corrigir”, sublinha o documento.

Para a CIM do Alto Minho, que tem sede em Ponte de Lima, “na ausência de concretização da deliberação tomada pelo Conselho Intermunicipal em 10-03-2025, os presidentes de Câmara decidiram, atenta a urgência em assegurar a defesa dos legítimos interesses das populações no que à saúde toca, revogar a deliberação de indicação de Manoel Batista Calçada Pombal, como vogal proposto pelos municípios da CIM Alto Minho no CA da ULSAM e comunicar esta decisão à direção executiva do SNS”.

“Mais decidiram, por maioria, indicar Mónica Angélica de Oliveira Costa Mimoso de Morais como vogal proposto pelos municípios da CIM Alto Minho para o conselho de administração da ULS do Alto Minho”, lê-se no documento.

A Lusa contactou o presidente da CIM do Alto Minho que remeteu mais esclarecimentos para a CIM. A Lusa enviou, por escrito, um pedido de esclarecimento, mas ainda não obteve resposta.

De acordo com informação que a Lusa recolheu na página oficial do presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vasco Ferraz (CDS-PP), em setembro de 2025, Mónica Angélica de Oliveira Costa Mimoso de Morais integrava o sétimo lugar na lista do autarca às últimas eleições autárquicas.

Mónica Angélica de Oliveira Costa Mimoso de Morais, de 55 anos, é natural de São João da Madeira, distrito de Aveiro, e reside em Ponte de Lima desde 1995.

Em dezembro de 1993 iniciou funções no centro de saúde de Ponte de Lima, onde se mantém até hoje.

Segundo a publicação, entre outras funções, integrou a EPVA (Equipa de Prevenção Violência em Adultos) do concelho de Ponte de Lima.

Em 2015 integrou a Equipa Local de Intervenção (ELI) de Ponte de Lima, como representante do Ministério da Saúde, e em 2017 foi nomeada coordenadora da mesma equipa, funções que exerce até ao momento.

Em 2020 concluiu a pós-graduação em administração e gestão de unidades de saúde e pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos.

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