As autoridades cabo-verdianas vão elaborar um plano de contramedidas médicas e mobilização de pessoal, um documento estratégico de preparação para emergências de saúde pública, anunciou o Governo.
Tal como noutros países, este tipo de plano organiza a distribuição de medicamentos, vacinas e equipamentos em situações de crise, além de coordenar a rápida mobilização de profissionais de saúde.
“Apesar dos avanços no sistema de alerta e resposta precoce e da existência de mecanismos de coordenação, Cabo Verde ainda não possui um plano para Contramedidas Médicas e Mobilização de Pessoal específico para emergências de saúde pública”, lê-se na descrição do projeto, a que a Lusa teve acesso.
A lacuna já tinha sido identificada numa avaliação externa realizada em novembro de 2019, “limitando a capacidade de responder de forma fluida e eficiente” em situações de crise.
Tal como o resto do mundo, Cabo Verde teve de enfrentar, em 2020, a pandemia de covid-19, com as dificuldades inerentes à insularidade.
Posteriormente, sucederam-se alguns eventos meteorológicos extremos como a tempestade Erin que matou nove pessoas em agosto de 2025 na ilha de São Vicente.
O plano de contramedidas médicas e mobilização de pessoal vai beneficiar do Programa de Segurança Sanitária para a África Ocidental e Central (HeSP, sigla em inglês), financiado pelo Banco Mundial e que atribuiu 29 milhões de dólares (25 milhões de euros) ao arquipélago para diversas iniciativas.
O processo de elaboração está na fase de recrutamento de consultores e deverá estar concluído até final do primeiro semestre.