A Organização Mundial da Saúde estimou ontem que Angola poderá erradicar a infeção verme da Guiné até 2030, pois não existem, há cinco anos consecutivos, casos em humanos e o país tem feito progressos significativos.
"Após cinco anos consecutivos sem casos humanos e com progressos significativos no reforço da vigilância epidemiológica, mobilização comunitária e resposta às infeções animais, o país está a entrar numa fase decisiva para atingir o objetivo global de erradicar a doença até 2030", declarou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para a agência da ONU, estes avanços representam um marco importante no controlo da infeção.
Contudo, a OMS salientou que, para o país ser oficialmente certificado como livre do verme da Guiné, é necessário ultrapassar um desafio crucial: a persistência de infeções em animais.
"Embora não tenham sido registados casos humanos desde 2020, Angola continua classificada como país endémico", frisou a OMS no comunicado.
Por outro lado, entre 2018 e 2024 foram confirmadas 137 infeções em animais, das quais 134 em cães.
A nível mundial, em 2025, foram reportados apenas 10 casos humanos - o número mais baixo de sempre - mas registaram-se 683 infeções em animais, concentradas em seis países, sendo que Angola representou cerca de 10% desse total, referiu a OMS.
O verme da Guiné é um parasita que pode ser ingerido em águas contaminadas e cresce no interior do organismo, alcançando até um metro de comprimento, antes de provocar uma úlcera e emergir na pele de forma dolorosa.