Os profissionais da Unidade Local de Saúde de Braga convocaram uma greve para 13 de março para reivindicar a gratuitidade do estacionamento no hospital da cidade, foi hoje anunciado.
Numa publicação na sua página de Facebook, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) diz não poder aceitar que quem trabalha no Hospital de Braga sofra um “imposto” adicional de 612 anuais, o custo do estacionamento nos parques cobertos, que são os mais procurados.
Acrescenta que a greve conta também com a adesão do Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) e do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS).
“É tempo de pôr fim à exploração do estacionamento no Hospital de Braga. Dia 13 de março, unimos as vozes em greve. O respeito por quem mantém o Serviço Nacional de Saúde a funcionar é inegociável.”, lê-se ainda na publicação, sublinhando que “a luta é de todos”, desde médicos a enfermeiros, técnicos, assistentes e demais profissionais de saúde.
Atualmente, uma avença mensal para estacionar nos parques cobertos do Hospital de Braga custa 51 euros por mês e nos descobertos 36 euros.
No ano passado, houve um aumento de dois euros, ste ano o aumento foi de um euro.
O Hospital de Braga foi construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), que terminou em 2019.
A partir daí, o hospital ficou com uma gestão pública, mas as instalações e o estacionamento continuam a cargo do parceiro privado.
Fonte da Escala Parque Hospital de Braga disse à Lusa que a atualização dos tarifários foi “normal, transparente e alinhada com os indicadores económicos oficiais”.
Acrescenta que “visa apenas assegurar a qualidade do serviço prestado, mantendo os padrões de segurança, manutenção e conforto a todos os utilizadores, utentes e profissionais”.
O SMN, que já fez seguir uma queixa para a Provedoria de Justiça, denuncia ainda uma “prática discriminatória e intolerável”, apontando que os membros da administração e da direção do hospital “beneficiam de isenção total de pagamento, enquanto os profissionais que asseguram a prestação direta de cuidados de saúde são sobrecarregados com tarifas que ascendem a valores superiores aos praticados em vários outros hospitais integrados no Serviço Nacional de Saúde”.
Lembra que no Hospital de Braga não há alternativa de estacionamento e que a rede de transportes públicos não é, “nem de perto, nem de longe”, eficaz.
Para o sindicato, o parque de estacionamento de um hospital público “não pode continuar a funcionar como um negócio privado, à custa de profissionais e utentes”.
No dia 13 de março, além da greve, haverá também uma concentração em frente ao Hospital de Braga.