O grupo parlamentar do PCP questionou hoje o Ministério da Saúde sobre o encerramento do heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, designadamente sobre quando estará reposto o normal funcionamento daquela infraestrutura.
Na pergunta dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o deputado comunista Alfredo Maia perguntou se sabe do fecho do heliporto e que medidas tomou ou tenciona tomar para assegurar o seu normal funcionamento.
“Em que prazo estarão repostas as condições exigíveis ao funcionamento desta infraestrutura?”, interrogou ainda.
O heliporto teve de ser encerrado porque os canais de descolagem, levantamento e aterragem existentes possuem obstáculos que colocam em risco a operação.
Num documento ao qual a agência Lusa teve acesso, assinado pela diretora do serviço de gestão de risco da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), esta decisão decorre de visitas e reuniões técnicas nas quais participaram a ULSM e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), tendo ficado concluído que “a localização do heliporto, atualmente não é a melhor, dada a sua envolvente”.
“Os canais de aproximação [descolagem/levantamento e aterragem] existentes, com as regras atuais, possuem vários obstáculos, o que coloca em risco a segurança da operação. Não há possibilidade de se alterar o sentido/orientação dos canais de aproximação”, lê-se no relatório que deixa uma sugestão.
“O ideal é que o heliporto atual, que é de superfície, passasse a heliporto elevado, com uma altura aproximada de 10 metros”, é sugerido.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garantiu que, ao ser informado do encerramento do heliporto, ativou de imediato soluções alternativas de forma a evitar interrupção do serviço.
Em resposta a perguntas enviadas à agência Lusa, o INEM refere que “de acordo com informação recebida do Hospital Pedro Hispano, o heliporto desta unidade hospitalar encontra-se temporariamente suspenso por determinação da ANAC”.
De acordo com a ULSM, em 2025, o heliporto do Hospital Pedro Hispano recebeu cerca de 90 voos, sendo que a maioria dos doentes helitransportados tem como destino os hospitais da Área Metropolitana do Porto.