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Vila de Rei aumentou em 45,57% o tratamento de águas residuais em 2025

Lusa
10-02-2026 14:30h

O volume de águas residuais tratadas no concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, registou em 2025 um aumento de 45,57% face ao ano anterior, anunciou hoje a Câmara Municipal.

“A qualidade das descargas após tratamento também apresentou melhorias, com o índice de conformidade a subir para os 90%, representando uma melhoria de 06% face ao ano anterior [2024]”, informou, em comunicado, o município de Vila de Rei.

Segundo a autarquia, o dado mais expressivo indica um aumento de 47,57% no volume de águas efetivamente tratadas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) face a 2024.

Citado no documento, o vereador da Câmara de Vila de Rei Miguel Silva sublinhou que os dados de 2025 indicam que, “embora o trabalho desenvolvido tenha garantido melhorias significativas nos procedimentos e rotinas diárias, mantém-se a necessidade de continuar a investir e aperfeiçoar processos para responder às novas exigências e garantir a eficácia e eficiência contínua do serviço”.

Em 2025, Vila de Rei consolidou a sua infraestrutura com a execução de oito novos ramais de ligação, perfazendo um total de 1.311 ligações.

O município adiantou que, atualmente, o concelho apresenta uma taxa de cobertura de 52%, com uma expressiva adesão por parte da população, que se fixa nos 92,9%.

Complementarmente, a atividade operacional de limpeza de fossas cresceu 18%, com a realização de 100 operações ao longo de 2025.

A autarquia informou ainda que o plano de autocontrolo atingiu uma taxa de execução de 95,5% das análises previstas nos Títulos Únicos Ambientais das Estações de Tratamento de Águas Residuais.

“Os 4,5% das análises previstas não realizadas estão associadas a situações de não existência de caudal suficiente para a aplicação do amostrador e da realização de obras no acesso à ETAR de São João do Peso”.

Por seu turno, a Câmara Municipal salientou que a gestão da rede enfrentou desafios significativos ao nível da manutenção, com um volume elevado de operações de limpeza e desobstrução dos coletores.

Estas intervenções foram motivadas, na sua maioria, pela deposição indevida de resíduos nos canos, como toalhetes, tecidos, restos de comidas, entre outros objetos que não deveriam entrar na rede de saneamento.

“Esta má prática comprometeu a fluidez do serviço e potenciou a degradação das infraestruturas, o que exigiu um esforço redobrado das equipas na manutenção corretiva”.

Simultaneamente, a produção de energia própria através de painéis fotovoltaicos aumentou 10,14%, reforçando a autonomia energética do sistema.

O município explicou também que um ajuste estratégico nos tempos de operação dos arejadores permitiu uma poupança de 35,28% no consumo de energia especificamente no processo de tratamento.

“Estes esforços culminaram numa redução de 21,57% na pegada de carbono (CO2) associada ao consumo energético do serviço de águas residuais em 2025”.

Por último, a autarquia referiu que o consumo de energia para bombeamento subiu 60,51%, uma consequência direta do maior volume de água residual encaminhado para as ETAR.

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