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Enfermeiros de Nova Iorque chegam a acordo para terminar greve em dois grandes hospitais

Lusa
10-02-2026 00:10h

Enfermeiros e duas grandes unidades hospitalares da cidade de Nova Iorque chegaram a um acordo para terminar a greve de quase um mês relacionada com os níveis de pessoal, segurança no trabalho, plano de saúde e outras reivindicações.

O acordo provisório, anunciado pelo sindicato dos enfermeiros, envolve os sistemas hospitalares de Montefiore e Mount Sinai.

Os enfermeiros continuam em greve no NewYork Presbyterian, noticiou a agência Associated Press (AP).

A paralisação começou em 12 de janeiro, levando os hospitais a contratar um grande número de enfermeiros temporários para fazer face à procura durante a exigente época da gripe.

O sindicato informou que os membros dos hospitais Montefiore e Mount Sinai vão votar esta semana a ratificação dos contratos e o regresso ao trabalho.

O acordo, com a duração de três anos, abrange cerca de 10.500 dos cerca de 15.000 enfermeiros em greve em alguns dos maiores hospitais privados sem fins lucrativos da cidade.

"Durante quatro semanas, quase 15.000 membros da NYSNA (Associação de Enfermeiros do Estado de Nova Iorque) mantiveram-se firmes no frio e na neve, lutando pela segurança dos doentes", frisou Nancy Hagans, presidente da associação, citada em comunicado, que anuncia o regresso ao trabalho "de cabeça erguida".

O sindicato dos enfermeiros afirmou que o acordo provisório prevê um aumento salarial de 12% ao longo da vigência do contrato, além de manter os benefícios de saúde das enfermeiras sem custos adicionais.

Além disso, o acordo proposto inclui novas proteções contra a violência no local de trabalho, incluindo proteções específicas para enfermeiros e doentes transgénero e imigrantes, bem como disposições que abordam a inteligência artificial nos hospitais, destacou o sindicato.

As enfermeiras dos hospitais Montefiore e Mount Sinai vão votar a ratificação dos seus contratos a partir de hoje e, se os acordos provisórios forem ratificados, as enfermeiras regressarão ao trabalho no sábado, indicou ainda o sindicato.

O NewYork-Presbyterian divulgou ter acordado, no fim de semana, com uma proposta apresentada pelos mediadores que inclui aumentos salariais, preservação das pensões dos enfermeiros, manutenção dos seus benefícios de saúde e aumento do pessoal.

O sindicato reiterou que a greve se mantém em vigor nos hospitais do NewYork-Presbyterian.

Os hospitais afetados insistiram que as suas operações estão a funcionar normalmente durante a paralisação, com transplantes de órgãos, cirurgias cardíacas e outros procedimentos complexos praticamente sem interrupções.

Muitos centros médicos, no entanto, cancelaram cirurgias programadas, transferiram alguns doentes e deram alta a outros antes do início da greve.

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