O Município de Castanheira de Pera, concelho do distrito de Leiria gravemente afetado pelo mau tempo, vai auxiliar a população na submissão dos pedidos de apoio, com serviço presencial e móvel.
“O Município irá disponibilizar auxílio no âmbito da submissão dos respetivos pedidos de apoio” relativos à recuperação de habitação própria e permanente, e de recuperação de explorações agrícolas e de povoamentos florestais, segundo informação nas redes sociais.
Assim, a partir de segunda-feira, os munícipes podem deslocar-se à secretaria dos Paços do Concelho durante o horário de atendimento ao público ou contactar telefonicamente (236430280) para agendamento.
Em alternativa, os cidadãos do concelho podem deslocar-se ao serviço móvel que a autarquia vai disponibilizar, também a partir de segunda-feira.
Nesse dia, a viatura estaciona junto à Capela das Sarzedas de S. Pedro e no dia seguinte na Capela da Moita.
Já na quarta-feira, o atendimento móvel estaciona junto à Capela do Troviscal e na quinta-feira junto à Capela da Gestosa Fundeira.
Ainda de acordo com a autarquia, o atendimento móvel é feito na sexta-feira nas imediações da Capela da Senhora da Guia, terminando no dia 16 na Capela de Pera.
Para as pessoas que consigam submeter o pedido autonomamente, devem fazê-lo em www.ccdrc.pt, adiantou a autarquia que, em edital, elenca os documentos necessários, como identificação do requerente e identificação fiscal, comprovativo da qualidade de beneficiário, registo fotográfico ou vídeo dos danos, elementos da despesa, designadamente faturas e respetivos comprovativos de pagamento, relativos a obras ou aquisições já feitas para repor as condições de funcionamento ou habitabilidade.
Acresce cópia das apólices de seguro e da participação de sinistro efetuada junto da seguradora, quando aplicável, e informação, quando disponível, sobre o montante de indemnização já recebido ou previsto.
Na terça-feira, o presidente da Câmara de Castanheira de Pera estimou em cinco milhões de euros os prejuízos no concelho após a depressão Kristin, que provocou danos em 550 habitações.
“São cerca 600 infraestruturas e habitações com danos. (…) E estimamos prejuízos de cerca de cinco milhões de euros”, disse à agência Lusa António Henriques, elencando danos em estradas, edifícios municipais, património natural, nomeadamente ribeira de Pera, e Praia das Rocas, sendo que o número de habitações afetadas é de 550.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.