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OMS pediu mais financiamento para países que enfrentam crises graves

Lusa
03-02-2026 11:39h

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou hoje um apelo para a recolha de mil milhões de dólares (842 milhões de euros) para apoiar os serviços de saúde essenciais nos países que enfrentam emergências graves.

Chikwe Ihekweazu, diretor executivo do Programa de Emergências da OMS disse que os fundos devem ser destinados a apoiar às respostas de saúde em 36 áreas, incluindo a Faixa de Gaza, Sudão, Ucrânia, República Democrática do Congo, Haiti e Myanmar (antiga Birmânia). 

"Estamos profundamente preocupados com a dimensão das necessidades e com a forma como as conseguiremos satisfazer", acrescentou o responsável em declarações aos jornalistas, em Genebra.

No ano passado, a OMS solicitou 1,5 mil milhões de dólares, mas acabou por receber apenas 900 milhões.

Em 2025, a OMS respondeu a 50 emergências de saúde em 82 países, ajudando mais de 30 milhões de pessoas com serviços essenciais.

Ihekweazu precisou quem em 2025, a OMS apoiou mais de oito mil unidades de saúde e implementou 1.400 clínicas móveis.

Nos últimos doze meses, a OMS detetou e lidou com mais de 450 ameaças à saúde pública através da vigilância epidemiológica "em tempo real".

Segundo a OMS, 250 milhões de pessoas vivem em crises humanitárias que as privam do acesso a cuidados de saúde sendo que 2025 foi um ano "excecionalmente" difícil.

Desta forma, segundo a OMS, os cortes no financiamento global forçaram 6.700 unidades de saúde em 22 contextos humanitários a encerrar ou reduzir os serviços, privando 53 milhões de pessoas do acesso a cuidados médicos.

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