A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, congratulou-se hoje no Algarve por, depois de 20 anos e o lançamento de oito primeiras pedras, o Governo ter tomado a decisão “histórica” de construir o Hospital Central do Algarve.
“Depois de 20 anos, depois de oito primeiras pedras, vai finalmente avançar a construção do Hospital Central do Algarve”, disse a ministra da Saúde, acrescentando que se trata de “uma decisão histórica para os algarvios, para o Algarve e para o país”.
O Governo aprovou em 09 de janeiro último a construção do novo Hospital Central do Algarve num montante máximo de 426,6 milhões de euros, que deverá começar a funcionar em 2031.
O executivo aprovou uma resolução que autoriza a Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. (ACSS, I.P.), a realizar a despesa para a celebração do contrato, em regime de parceria público-privada, para a conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do Hospital Central do Algarve.
O Governo prevê gastar um montante máximo de 426,6 milhões de euros, repartido por 27 anos e não podendo ultrapassar 50 milhões de euros em cada ano, e estima para 2031 o início da operação da nova infraestrutura, acrescenta o comunicado.
Por outro lado, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República, o Governo aprovou o lançamento de uma parceria público-privada para a conceção, construção, financiamento e exploração do novo Hospital Central do Algarve (HCA), projeto considerado prioritário para a região.
“Vai ser publicada nos próximos dois ou três dias a resolução de Conselho de Ministros que faz exatamente o escalonamento da despesa para os próximos 27 anos”, disse Ana Paula Martins durante a cerimónia de assinatura do Acordo Estratégico para o Hospital Central do Algarve e a assinatura de Acordo de Acompanhamento do Hospital Central do Algarve que teve lugar na sala de conferências do Estádio Algarve, perto do terreno da futura unidade hospitalar.
O Hospital Central do Algarve foi identificado como prioridade em fevereiro de 2006 no relatório final do estudo de avaliação de prioridades de investimento do programa de parcerias para o setor hospitalar.
A primeira pedra, lançada em 2008, tornou-se para os algarvios um símbolo de promessas não cumpridas, com diversas figuras políticas a revisitar o local ao longo dos anos.
A responsável governamental destacou que se trata de um “hospital de ponta” que terá 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 salas de partos, diversos hospitais de dia, e ainda de aparelhos de TAC, de ressonâncias magnéticas nucleares, aceleradores lineares, entre outros equipamentos e várias valências.
Ana Paula Martins sublinhou ainda que a área da oncologia “estará totalmente integrada neste hospital”, assim como cuidados paliativos, psiquiatria para adultos, psiquiatria da infância e da adolescência”.
“Será um hospital que vai centralizar e reforçar os cuidados de saúde especializados no Algarve, mas é também um hospital necessário ao desenvolvimento e sustentabilidade do curso de Medicina e dos diversos cursos de Ciências da Saúde que aqui se ministram”, disse a ministra da Saúde.
Ana Paula Martins referiu que a relevância do Hospital Central do Algarve manifesta-se “no aumento da acessibilidade, da qualidade e da segurança na prestação de cuidados de saúde aos utentes e numa clara melhoria para os utilizadores e para os profissionais de saúde que aqui irão trabalhar”.