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Rede de água em alta da EPAL entra em funções para complementar Aqueduto do Alviela

Lusa
26-01-2026 08:00h

A EPAL colocou em funcionamento pleno a rede de abastecimento de água em alta de Alenquer, um investimento de 6,3 milhões de euros complementar ao Aqueduto do Alviela, foi hoje anunciado.

“Foi concluída a empreitada de reabilitação e ampliação do Sistema de Alenquer IV, um investimento estruturante que permite melhorar o abastecimento em alta aos municípios de Alenquer, Mafra, Torres Vedras, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, de acordo com as melhores práticas do século XXI”, refere em comunicado a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL).

A empreitada incluiu a reabilitação da conduta de Alenquer numa extensão de 3.600 metros, a execução de 4.100 metros de novas condutas, a ampliação em 500 metros cúbicos do reservatório e intervenções nos pontos de entrega de água nos Casais da Marmeleira e Casal Machado, no concelho de Alenquer.

O Aqueduto do Alviela, o sistema mais antigo da EPAL, com mais de 150 anos de funcionamento contínuo, e construído segundo a engenharia do século XIX, carecendo por isso de renovação.

A infraestrutura agora concluída permite um “abastecimento mais seguro e eficiente, nomeadamente através da criação de uma reserva adequada às atuais exigências de exploração”.

Segundo a empresa, a “intervenção garante elevados padrões de qualidade da água, eficiência operacional e resiliência do sistema, constituindo um contributo fundamental para a melhoria da qualidade de vida das populações servidas”.

O concurso público foi lançado em agosto de 2019 por 4,8 milhões de euros, mas as obras só começaram em meados de 2021.

“O atraso verificado resultou da congregação de vários fatores, incluindo a pandemia de covid-19 que assolou o mundo, a necessidade de garantir as condições técnicas e jurídicas para a materialização da empreitada e, ainda, a situação que afeta o mercado da construção civil”, justificou a empresa na altura do arranque das obras.

De acordo com o concurso, o prazo de execução seria de 15 meses, mas as obras atrasaram-se devido a “diversos constrangimentos” com as entidades envolvidas na empreitada, existência de várias infraestruturas não cadastradas e escassez de mão-de-obra, explicou a EPAL à agência Lusa.

Em junho de 2025, a empresa deu por concluídos os trabalhos de construção civil e de instalação de equipamentos, entrando a infraestrutura em fase de ensaios e de funcionamento parcial.

O sistema de Alenquer visa melhorar o abastecimento a cerca de 170 mil habitantes dos municípios de Alenquer, Mafra, Torres Vedras, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.

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