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Ordem diz que é preciso integrar no SNS farmacêuticos que terminam especialidade

Lusa
07-01-2026 07:58h

A Ordem dos Farmacêuticos alertou hoje para a necessidade de definir os modelos de integração no Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos profissionais que vão concluir a residência farmacêutica, que confere uma especialidade.

Em comunicado, a OF lembra que o programa da residência farmacêutica, que visa conferir a estes profissionais a especialidade em Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana, tem registado uma elevada procura, com o número de candidatos a superar as vagas disponibilizadas pelas instituições de saúde com idoneidade formativa.

A residência farmacêutica, que arrancou em 2023, é um percurso formativo estruturado de quatro anos, constituído por formação teórica e prática.

Mais de 150 farmacêuticos iniciaram, no início de janeiro, um novo ciclo da residência farmacêutica, juntando-se aos mais de 400 colegas que se encontram nos restantes anos de formação.

Com a aproximação da conclusão da formação dos primeiros farmacêuticos especialistas, este ano, a OF insiste na necessidade de definir, de forma atempada, os modelos de integração destes profissionais no sistema de saúde, nomeadamente, na Carreira Farmacêutica do SNS.

Atualmente, cerca de 500 farmacêuticos estão a realizar a residência farmacêutica, distribuídos pelos quatro anos da residência: cerca de 400 em Farmácia Hospitalar, 100 em Análises Clínicas e 20 em Genética Humana.

O novo ciclo é assinalado hoje na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, numa sessão que conta com a presença do bastonário da OF, Helder Mota Filipe, e dos presidentes do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, e da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica, Armando Alcobia.

Citado no comunicado, o bastonário considera fundamental assegurar a capacidade do SNS para acolher novos recursos humanos “altamente qualificados”, que vão “ajudar a ultrapassar os

problemas estruturais que existem nas unidades de saúde do país”, após um ciclo formativo de quatro anos que representa “um investimento significativo”, quer para os profissionais, quer para o próprio SNS.

A OF tem acompanhado de forma próxima o desenvolvimento da residência farmacêutica e reafirma a sua disponibilidade para colaborar com as entidades competentes no acompanhamento deste processo, contribuindo para soluções que reforcem a sustentabilidade do SNS e assegurem a valorização dos farmacêuticos especialistas, em prol da qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos.

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