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Líder do PS acusa Governo de "falhanço brutal na área da saúde"

Lusa
29-08-2025 13:13h

O líder do PS acusou hoje o Governo de “falhanço brutal na área da saúde”, apontando os casos de falta de médicos de família e de uma grávida que deu à luz em plena rua e apresentando medidas alternativas.

Em Almodôvar, após ter visitado o centro de saúde do concelho vizinho de Castro Verde, ambos no distrito de Beja, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, apontou o que considerou ser “mais um falhanço da política de saúde do Governo”.

“Este Governo prometeu, num plano de ação que apresentou, resolver várias questões do Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente aquilo que é mais gritante, que é a emergência hospitalar”, assinalou.

No entanto, salientou José Luís Carneiro, o país assiste, “pelo segundo ano consecutivo, a grávidas a andarem de terra em terra para poderem dar à luz” e chegou-se “ao cúmulo terceiro-mundista” de uma mulher ter dado à luz “em plena rua”.

“É a prova de um falhanço brutal na área da saúde”, sublinhou.

Segundo o líder do PS, a comitiva socialista que visitou o Centro de Saúde de Castro Verde ficou a saber que este concelho alentejano tem “cerca de mil pessoas sem médico de família”.

Na paragem em Almodôvar da rota “Pela Coesão e Valorização do Território” pela Estrada Nacional 2 (EN2), o dirigente socialista aproveitou para lembrar as propostas do PS para o setor da saúde, como a capacitação dos cuidados de saúde primários.

Carneiro defendeu “um reforço das unidades de saúde familiar como instrumentos legislativos e de método de trabalho para responder às necessidades daqueles que ainda não têm médico de família, porque têm um método de intersubstituição dos médicos”.

“Quanto mais qualificada for a resposta nos cuidados de saúde primários, melhores serão as condições de vida da nossa população e menos procura haverá nos cuidados hospitalares”, frisou.

O secretário-geral do PS propôs também mais investimento nos cuidados domiciliários e nas equipas de cuidados na comunidade, de forma a permitir dar resposta “a montante à procura do SNS”.

“É necessário olhar para a composição da lista de utentes por cada médico de família, por forma a ajustar essa lista à diversidade dos territórios, à diversidade social e à diversidade das patologias, por forma a conseguirmos, em alguns casos, ampliar a lista de utentes do médico de família e, noutros casos, eventualmente diminuir”, apontou.

A introdução nos cuidados de saúde primários de especialidades médicas, como oftalmologia, psiquiatria ou estomatologia, com consultas programadas, foi uma das propostas.

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