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Malária matou 61 em 1,8 milhões de casos em seis meses na província moçambicana de Nampula

Lusa
29-08-2025 08:18h

Pelo menos 61 pessoas morreram no primeiro semestre deste ano na província moçambicana de Nampula, norte do país, vítimas de malária, com registo de mais de 1,8 milhões de casos.

Segundo os dados do balanço semestral do Conselho dos Serviços Provinciais do Estado naquela província, que a Lusa teve acesso hoje, este número de óbitos baixou em 18,7% face ao mesmo período do ano passado, em que foram registados 75 mortes por malária.

Nampula registou um total de 1.804.445 casos de malária nos primeiros seis meses deste ano, um aumento em 14,5% face ao mesmo período do ano passado, em que foram contabilizados 1.576.516 casos.

“A malária continua a ser a maior causa da procura dos serviços de saúde, com um peso de 97,9% dos casos de doenças de notificação obrigatórias. Felizmente houve redução no número de óbitos em 18,7%”, indica-se no balanço semestral.

A Lusa noticiou em 17 de junho que pelo menos 270 pessoas morreram vítimas de malária de janeiro a maio deste ano em Moçambique, que registou mais de seis milhões de casos.

As estatísticas do Governo moçambicano até maio indicam que o país contabilizou um total de 6.146.600 de casos de malária em cinco meses do ano, com a província da Zambézia a liderar a lista com 1.482.969, seguida de Nampula com 1.465.364, Sofala com 476.333 e Niassa com 459.857 casos.

Pelo menos 358 pessoas morreram vítimas de malária em 2024 em Moçambique, que registou mais de 11,5 milhões de casos e cerca de 67 mil internamentos, avançou em 25 de abril o Presidente moçambicano, no âmbito do Dia Mundial da Malária, pedindo maior proteção para as crianças.

As autoridades moçambicanas disseram antes que seria utilizada no país a R21/Matrix-M, segunda vacina contra a malária para crianças, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e aprovada em outubro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para travar a doença.

A vacina já em utilização em Moçambique é a segunda recomendada pela OMS, após a RTS,S/AS01 em 2021, seguindo os conselhos do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE) e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária (MPAG).

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