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Alunos de Medicina entregaram mais de 2.700 cartas a pedir criação de observatório

LUSA
19-11-2019 19:07h

Estudantes de Medicina entregaram hoje no Ministério da Saúde mais de 2.700 cartas em que apelam à criação de um observatório de planeamento dos recursos humanos em saúde.

As cartas assinadas pelos alunos e recolhidas na segunda-feira em Lisboa, Porto e Coimbra, nos locais onde os estudantes de Medicina realizaram a Prova Nacional de Acesso à Especialidade, numa ação promovida pela Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ANEM, Vasco Mendes, adiantou hoje que as cartas são endereçadas aos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e levam a proposta de constituição de um observatório de planeamento dos recursos humanos em saúde.

Segundo Vasco Mendes, todos os anos, desde 2015, há estudantes que ficam de fora do acesso à especialidade: “estamos a criar cada vez mais médicos não-especialistas que acabam por exercer como médicos tarefeiros no Serviço Nacional de Saúde”.

Para o presidente da ANEM, esta situação “não traz qualidade ao serviço, não traz qualidade de formação e não é bom do ponto de vista financeiro”.

“Preocupados com o estado do Serviço Nacional de Saúde”, os estudantes, os candidatos e a ANEM decidiram juntar-se nesta ação conjunta para voltar a apresentar ao Governo a proposta de criação do observatório para colmatar a falta de planeamento de recursos humanos.

Para os estudantes, tem havido “uma má gestão de recursos humanos”, mas, para além disso, não tem havido “um rumo”.

“Não sabemos qual é a necessidades de médicos no interior, no litoral, nos centros urbanos e nos centros rurais. Temos de fazer estudos, levantamentos, produzir relatórios e a partir daí propor medidas políticas concretas dirigidas para satisfazer as necessidades de saúde das regiões e do país”, defendeu Vasco Mendes.

O que os estudantes entregaram hoje no Ministério da Saúde é “quase um projeto de lei que os dois ministérios podem abraçar com a constituição do observatório”, defendeu Vasco Mendes.

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