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OMS e União Africana assinam compromisso comum na luta pela saúde global

LUSA
19-11-2019 10:09h

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Africana (UA) assinaram hoje um memorando de entendimento para cimentar o seu compromisso mútuo na luta pela saúde global.

Na sede da Organização Mundial de Saúde, em Genebra, na Suíça, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, assinaram um memorando de entendimento que pretende expandir a relação e a cooperação entre os dois organismos nesta área.

"O memorando de entendimento que assinámos hoje é um passo importante para formalizar a cooperação entre OMS e a União Africana e para implementar a Agenda de Ação Adis Abeba", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O diretor-geral da OMS acrescentou que a Agenda de Ação Adis Abeba é "um poderoso compromisso dos líderes da União Africana para aumentar o financiamento doméstico para a saúde e para que sejam responsáveis por esse compromisso".

O memorando de entendimento surge depois de uma declaração política para uma cobertura universal de saúde aprovada em setembro por todos os Estados-membros da ONU.

O 13.º Programa Global de Trabalhos da OMS, para o período entre 2019 e 2023, pretende assegurar cuidados de saúde em países de baixo, médio e alto rendimento.

Este memorando tem como objetivo "revigorar, expandir e aprofundar" as relações entre a ONU e a UA no sentido de alcançar este 13.º Programa Global de Trabalhos, assim como os objetivos de saúde e desenvolvimento da União Africana, refere a ONU News.

Na cerimónia de assinatura, os dois responsáveis sublinharam que o aprofundar desta parceria vai permitir estabelecer apoio político e as implementações a nível de cada país, para assim "melhorar a saúde e o bem-estar das populações no continente africano", refere a mesma fonte.

"A cobertura universal de saúde não é um luxo que apenas os países ricos podem ter", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O responsável da OMS concluiu a sua intervenção sublinhando que "todos os países podem progredir com os recursos que têm".

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