Os Estados Unidos (EUA) ultrapassaram hoje a barreira dos 400 mil casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo uma contagem da Universidade norte-americana Johns Hopkins que está a ser atualizada de forma contínua.
Os dados da Johns Hopkins indicam que o país tem atualmente 401.166 casos referenciados.
Nos EUA, que é neste momento o país do mundo com mais casos registados da doença covid-19 (mais de um quarto das infeções a nível mundial), pelo menos 12.912 pessoas morreram, até à data, devido a sintomas associados ao novo coronavírus.
O país tinha ultrapassado a barreira dos 300 mil casos de covid-19 no sábado passado.
Quase em simultâneo com a divulgação destes dados da Universidade Johns Hopkins, o governador nova-iorquino, Andrew Cuomo, anunciava que o estado de Nova Iorque, que tem sido o epicentro da pandemia da covid-19 no território norte-americano, tinha registado um novo recorde diário de vítimas mortais, 779 nas últimas 24 horas.
Andrew Cuomo realçou, no entanto, que a progressão da pandemia naquele estado está a estabilizar.
A curva da progressão de novas hospitalizações devido ao novo coronavírus (SARS-CoV-2) “achatou”, referiu o governador durante uma conferência de imprensa, acrescentando que as medidas de confinamento e o encerramento de atividades consideradas não essenciais “estão a resultar”.
Mas, alertou Andrew Cuomo, “não estamos fora de perigo", frisando que o estado de Nova Iorque contabiliza neste momento um total de 6.268 vítimas mortais.
Antes destas declarações de Andrew Cuomo, o presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, admitiu que as estatísticas oficiais daquela cidade relacionadas com as vítimas mortais de covid-19 não estão a incluir centenas de pessoas que estão a morrer em casa sem serem testadas.
“A verdade é que o coronavírus está a provocar estas mortes muito trágicas”, afirmou Bill de Blasio, em declarações à estação de televisão CNN.
“Não estamos a falar de 10 pessoas, 20 pessoas. Estamos a falar de cerca de 100, 200 pessoas por dia”, reforçou, acrescentando que a cidade de Nova Iorque vai começar a incluir estes óbitos no balanço oficial.
Bill de Blasio também disse hoje, mas já durante um ‘briefing’ na Câmara de Nova Iorque, que a pandemia está a atingir fortemente as comunidades afro-americana e hispânica daquela cidade, e que as autoridades locais vão iniciar uma campanha de sensibilização junto desses habitantes.
Dados preliminares indicam que os afro-americanos, que são 22% da população da cidade de Nova Iorque, representam 28% do número de mortes associadas à covid-19.
Já os hispânicos, que são 29% da população de Nova Iorque, representam 34% do número de mortes associadas ao novo coronavírus, de acordo com os mesmos dados.
Projeções apresentadas pela Casa Branca admitiram que o número de vítimas mortais associadas à doença covid-19 nos EUA possa oscilar entre as 100 mil e as 240 mil, mesmo que o país mantenha medidas rigorosas de distanciamento social durante a atual crise de saúde pública.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 83 mil.
Dos casos de infeção, cerca de 275 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.