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Reforço de 1,5 mil milhões de euros no SNS é para pagar dívidas e investimentos - ministra

Lusa
02-11-2026 16:47h

O reforço de 1,5 mil milhões de euros aprovado pelo Governo para o Serviço Nacional de Saúde destina-se a pagar dívidas, reduzindo montantes e prazos de pagamento, mas também para investimentos, esclareceu hoje a ministra da Saúde.

“Não é só para pagar a dívida, também são reforços que as Unidades Locais de Saúde precisam ou para investimento ou para aquisições de bens e serviços”, respondeu Ana Paula Martins após ser questionada pelos jornalistas.

“O nosso objetivo é exatamente garantir, naturalmente, que o stock de dívida não aumenta e sobretudo os prazos de pagamento não vão, esse é o nosso objetivo, até ao fim da legislatura para além dos 60 dias”, concretizou a governante.

Para a ministra da Saúde, o Estado tem “uma responsabilidade social” cumprindo os princípios da economia circular para que os fornecedores continuam a sê-lo.

Ana Paula Martins falava à margem da inauguração da nova ambulância de Suporte Imediato de Vida de Mafra, que vai operar a partir do Centro de Saúde Mafra Norte.

A governante esclareceu que a percentagem do Produto Interno Bruto investido na Saúde “é exatamente o mesmo” que foi investido “praticamente na última década”, cerca de 5,5%.

“É muito dinheiro dos contribuintes, mas é preciso dizer que nós estamos a fazer isto com mais 1,4 milhões de pessoas a residir em Portugal”, apontou, para logo afirmar que há, por isso, “um esforço enorme de eficiência por parte do Serviço Nacional de Saúde”.

“Nós cada vez temos maior modernização e melhor tecnologia na saúde, também mais digitalização e tudo isto aumenta os custos, mas por outro lado, o caso concretamente do digital e da inteligência artificial, vai-nos ajudando a ter melhor produtividade”.

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, afirmou hoje que o reforço de 1,5 mil milhões de euros aprovado pelo Governo para o SNS não resolve os desequilíbrios orçamentais das ULS, que deverão continuar a acumular dívida em 2027.

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