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Incêndio destrói parte do único centro de tratamento oncológico em Moçambique

Lusa
01-11-2026 11:33h

Um incêndio atingiu hoje o centro de tratamento oncológico do Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade sanitária do país, destruindo a parte superior do edifício e afetando o único serviço do género em Moçambique.

O fogo deflagrou durante a manhã no interior do edifício e propagou-se para o exterior, atingindo a parte superior da infraestrutura.

A intervenção dos bombeiros impediu que as chamas se alastrassem a outras partes do edifício, nomeadamente à área térrea onde funciona o serviço de radioterapia, segundo informações prestadas no local.

O ministro da Saúde moçambicano, Ussene Isse, que acompanhou a ocorrência no hospital, considerou o incêndio um “grande retrocesso” para o país, tendo em conta os esforços em curso para ampliar a cobertura dos serviços de tratamento do cancro.

Pelo menos 22 pacientes foram retirados em segurança e transferidos para outra enfermaria, onde deverão continuar a receber assistência médica.

“Conseguimos retirar os doentes todos, graças a Deus ninguém perdeu a vida”, afirmou Isse, acrescentando que a prioridade é assegurar a continuidade dos tratamentos enquanto decorre o levantamento dos danos e a preparação de um relatório sobre o incidente.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, que também se deslocou ao hospital durante a manhã, afirmou que o Governo acompanha a situação e que a retirada dos pacientes e a sua transferência para outra enfermaria foram as primeiras medidas de emergência.

A governante apelou à solidariedade da sociedade moçambicana para apoiar a recuperação dos serviços afetados.

“Queremos aproveitar esta ocasião para apelar a toda a sociedade moçambicana para juntos fazermos a nossa contribuição solidária”, afirmou Levi, defendendo a mobilização de apoio para que os serviços possam voltar a funcionar plenamente e os pacientes continuem a ter acesso aos tratamentos.

A primeira-dama, Gueta Chapo, manifestou tristeza pelos danos causados pelo incêndio, considerando que a destruição afeta uma infraestrutura essencial num país que enfrenta um défice de serviços e instalações para o tratamento do cancro.

A responsável apelou à solidariedade de cidadãos, parceiros e outras entidades para apoiar a recuperação do hospital.

As autoridades ainda não avançaram com uma estimativa dos prejuízos nem com as causas do incêndio, que serão alvo de uma investigação.

O Governo afirmou que está a trabalhar com as entidades competentes para coordenar a resposta, apurar as circunstâncias da ocorrência e minimizar os impactos, com prioridade para a segurança dos pacientes e a retoma dos serviços de Oncologia.

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