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Câmara de Gavião cria seguro de saúde com estimativa de abranger 1.500 pessoas inicialmente

Lusa
12-10-2026 11:15h

A Câmara Municipal de Gavião, no distrito Portalegre, está a avançar com a criação de um seguro de saúde que deverá contar no início com a adesão de 1.500 munícipes, disse hoje à Lusa o presidente da autarquia.

Segundo o presidente da câmara de Gavião, António Severino, o seguro de saúde vai abranger “todos os recenseados” no concelho, a partir dos 18 anos, sendo “totalmente gratuito” para os aderentes.

“Já fizemos a contratação pública do mesmo [seguro de saúde] e agora estamos à espera de terminar o regulamento municipal e, só depois disso, vamos colocar ao dispor para as pessoas acederem gratuitamente”, disse.

António Severino revelou que o seguro de saúde “tem várias ofertas” de serviços complementares ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo o plano contratado valências como clínica geral, especialidades, exames médicos, enfermagem ao domicílio, aconselhamento médico ao telefone gratuito ou descontos em farmácias, entre outros.

“Tem um conjunto de valências que penso que vai ser benéfico para a população, principalmente para a mais idosa”, acrescentou.

O autarca espera que, “no início de dezembro”, após aprovação do regulamento em reunião de assembleia municipal, o seguro de saúde, renovado anualmente, esteja implementado no terreno.

António Severino indicou ainda que, numa primeira fase, a estimativa da Câmara Municipal de Gavião passa por obter uma adesão ao seguro de saúde por parte de 1.500 munícipes.

O autarca revelou também que cada adesão “tem um custo à volta dos 48 euros”, sendo os mesmos suportados pelo município.

Num concelho com 3.500 residentes, segundo indicou ainda o autarca, esta medida não só servirá para combater a falta de médicos, mas também deverá funcionar como uma forma de estimular muita gente que vive no município e que não está recenseada, por falta de respostas na área da saúde.

“Eu acho que esta medida vai fazer com que as pessoas pensem um bocadinho melhor para ficarem cá recenseadas”, disse.

Além dessa vertente, António Severino alertou que existe “ainda uma franja muito grande” da população, principalmente idosos, que não possuem meios para fazer exames complementares em clínicas, devido aos valores monetários envolvidos, além dos custos em transportes.

“As pessoas sentem isso na carteira e muitas vezes deixam de fazer esses exames, as reformas são baixas e isto [seguro de saúde], penso que vai fazer também a diferença”, acrescentou.

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