SAÚDE QUE SE VÊ
Magnific

Cabo Verde recomenda evitar barragens e quedas de água em zona de doença parasitária

Lusa
10-10-2026 20:29h

O Governo cabo-verdiano recomendou hoje à população que evite banhos em barragens e quedas de água na ilha de Santiago, na sequência de casos de esquistossomose, doença que pode provocar lesões em vários órgãos.

“O ministro da Saúde alerta a população para evitar banhos em barragens e cachoeiras em Santiago, sobretudo nas zonas onde já foram identificados casos de esquistossomose e anuncia medidas para conter o aumento de casos em São Miguel”, lê-se em comunicado divulgado na Internet.

A esquistossomose é uma doença causada por parasitas, através da pele em contacto com água contaminada, depois de passarem parte do ciclo de vida em caracóis hospedeiros.

Os sintomas podem começar com comichão e febre e, se a doença não for tratada, podem evoluir para dores abdominais e lesões nos órgãos.

Cabo Verde regista 182 casos, quase todos na zona da Ribeira Principal, na ilha de Santiago, disse o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, no parlamento, na quinta-feira.

Segundo o governante, estão a ser preparadas campanhas de sensibilização e Cabo Verde conta com o apoio de especialistas do Comité Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África para tomar outras medidas.

A OMS informou em fevereiro que a transmissão da esquistossomose foi confirmada em Cabo Verde, “país que anteriormente não era considerado endémico”.

O arquipélago não integra a lista de 50 países onde a organização recomenda a distribuição em larga escala do antiparasitário praziquantel.

A Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) de Cabo Verde recomendou, em abril, medidas de controlo e desinfeção após a confirmação de novos casos no concelho de São Miguel, no interior da ilha de Santiago.

Os primeiros registos da doença remontam a 2022, no mesmo concelho, com cerca de 200 casos, com maior incidência em crianças e adolescentes entre os 4 e os 16 anos, todos acompanhados e tratados pelas estruturas de saúde.

Na altura, os casos foram monitorizados pelas autoridades de saúde pública, em colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT/UNL).

MAIS NOTÍCIAS