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Trump afirma que falará com Putin sobre possível surto de peste pneumónica na Rússia

Lusa
07-10-2026 00:33h

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou terça-feira que tem uma chamada agendada para "muito em breve" com o homólogo russo, Vladimir Putin, para discutir um possível surto de peste na região russa da Sibéria.

Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que as autoridades norte-americanas estão envolvidas em "discussões muito aprofundadas" sobre o assunto, prometendo mais informações "provavelmente amanhã (quarta-feira)", disse Trump.

Na segunda-feira, Trump disse que os Estados Unidos estariam dispostos a ajudar a Rússia a lidar com a situação.

"É uma doença grave. Sabe, é uma doença que costumávamos conseguir controlar, mas, de alguma forma, estes micróbios tornaram-se mais fortes e mais inteligentes. São como um exército", disse Trump.

O alarme surgiu após a morte de uma trabalhadora no Instituto de Investigação Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, em Irkutsk, devido a uma pneumonia que se suspeita tratar-se de peste pneumónica.

A trabalhadora, foi hospitalizada no final de setembro e morreu no início deste mês, após desenvolver uma pneumonia grave.

As autoridades russas têm descrito a causa como uma pneumonia de origem desconhecida e negam, até ao momento, que esteja confirmada uma infeção por peste.

O instituto onde a vítima trabalhava dedica-se à investigação de agentes patogénicos, incluindo a bactéria responsável pela peste.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) disse hoje estar a "acompanhar de perto" o caso e que, "com base nas informações limitadas atualmente disponíveis, não há relatos de casos secundários nem evidências de transmissão sustentada entre seres humanos que possam provocar uma maior propagação da doença".

Na segunda-feira, a Comissão Europeia indicou estar a acompanhar a situação e em contacto com o ECDC, após ter tomado conhecimento das informações sobre um possível surto de peste pulmonar na Sibéria.

Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que recebeu informação das autoridades russas segundo a qual não foram identificados casos de peste na cidade de Irkutsk.

Segundo a organização, as pessoas que tiveram contacto com a trabalhadora foram testadas e os resultados não revelaram agentes infecciosos perigosos.

A OMS não confirmou, porém, de forma independente a causa da morte da trabalhadora, permanecendo em aberto a investigação sobre a origem da pneumonia.

A organização adiantou que o risco para a população em geral é baixo, mas continuará a acompanhar a situação.

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