A ampliação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Ermesinde e Alfena, em Valongo, tem um custo estimado em 18 milhões de euros, estando o concurso público a decorrer até ao dia 19.
De acordo com um anúncio publicado hoje em Diário da República, o prazo para apresentação de propostas foi prorrogado por 20 dias, ou seja, até ao dia 19 de outubro.
O concurso público para a empreitada foi publicado em 04 de agosto, apresentando como preço base 18,06 milhões de euros, sem IVA, e estabelecendo como prazo para a execução da obra 32 meses.
Em declarações à Lusa, fonte da Câmara de Valongo explicou que a prorrogação do prazo visou “agilizar a apresentação de propostas”.
A ETAR existe desde 1998 e serve as populações de Ermesinde e de Alfena, tendo sido construída para uma determinada capacidade, mas, como a população e o número de indústrias tem vindo a crescer, já a ultrapassou, explicou à Lusa em novembro de 2025, o presidente desta autarquia do distrito do Porto, Paulo Esteves Ferreira.
Na mesma data, o autarca revelou que o projeto será financiado em 70% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), cabendo ao município e concessionário os restantes 30%.
“Acertámos com a concessionária pagar a nossa metade através do desconto no valor de renda mensal prevista no contrato até ao final da concessão, em 2036”, explicou, na ocasião, Paulo Esteves Ferreira.
Esta solução, segundo o autarca, “não penaliza o orçamento municipal e assegura que não penaliza a fatura do consumidor”.
Anunciadas pelo autarca à Lusa em novembro de 2025 como possível de arrancar no último trimestre de 2026, então com um investimento previsto de 17,75 milhões de euros, as obras de ampliação da ETAR, deverão começar no início de 2027, indicou um comunicado da autarquia em setembro.
Um grupo de moradores de Ermesinde promoveu, no dia 23 de setembro, um protesto à porta da Junta de Freguesia local, alertando para os maus cheiros associados à ETAR e ao tratamento dos efluentes.
Quando decidiu avançar com a ampliação, em novembro de 2025, a câmara revelou que a ETAR estava a funcionar “50% acima da sua capacidade, o que fazia temer vazamentos para o rio Leça”.