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Maia investe 2ME para aumentar recolha seletiva de resíduos alimentares

LUSA
29-09-2026 19:16h

A Câmara da Maia vai fazer recolher seletiva de resíduos alimentares a partir do final de outubro em mais 25 mil habitações, num investimento de dois milhões de euros, anunciou hoje a empresa municipal.

Em comunicado, a Maiambiente explica que o projeto “prevê a expansão da recolha porta a porta a mais de 19 mil habitações e a instalação de 83 pontos de contentores na via pública, para servir aproximadamente 6.300 habitações”.

Fonte da autarquia esclareceu à Lusa que o investimento de dois milhões de euros decorre da aquisição de duas viaturas, equipamento diverso e de tecnologia.

Em comunicado, a empresa municipal da Maia refere que, atualmente, a recolha seletiva de biorresíduos abrange cerca de 55% do município e com a chegada do novo equipamento passa a cobrir todo o concelho.

A Maiambiente pretende “recuperar e valorizar, até 2030, 70% do potencial de biorresíduos - resíduos alimentares e de jardim - produzidos no concelho”, indica a nota de imprensa.

A expansão porta a porta abrangerá 12 mil moradias e mais de sete mil prédios com compartimento de resíduos. Os novos contentores de via pública de resíduos alimentares serão instalados junto dos equipamentos de recolha já existentes, em zonas de prédios sem compartimento de resíduos, e terão controlo de acesso, acrescenta a nota de imprensa.

Para dar a conhecer o serviço e explicar o processo de entrega dos resíduos, a Maiambiente iniciou hoje uma campanha de informação, a que se seguirá, a partir de 12 de outubro, uma sensibilização porta a porta.

Finda a sensibilização, no final de outubro começará a recolha seletiva de resíduos alimentares.

Segundo a Maiambiente, o reforço da recolha surge numa altura em que o município quer acelerar o cumprimento das suas metas. Em 2025, o concelho registou uma taxa de preparação para reutilização e reciclagem de 40,4%.

A empresa municipal recorda ainda que “dados provisórios do INE [Instituto Nacional de Estatística] mostram que, em 2024, foram desperdiçadas em Portugal 1.820.452 toneladas de alimentos, o equivalente a 161,2 quilos por habitante”.

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