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Unidade de Alcoologia de Lisboa passa a ter 16 vagas no serviço de internamento

LUSA
24-09-2026 16:07h

A Unidade de Alcoologia de Lisboa (UAL) tem a partir de hoje capacidade para internar 16 utentes, com a reabertura dos blocos de internamento, que estavam encerrados há seis anos, anunciou o instituto que gere a UAL.

Em causa está a reabertura de duas unidades de internamento no Centro Integrado das Taipas, uma de alcoologia e outra de desintoxicação, cada uma delas com lotação de oito camas, disse a presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) aos jornalistas, no início da sessão de reabertura, no Parque Saúde em Lisboa.

Joana Teixeira referiu que a reorganização permitirá “partilhar recursos, nomeadamente de enfermagem e de auxiliares de ação médica” e que no mesmo espaço vão estar “duas equipas clínicas especializadas a tratar os doentes da forma mais indicada conforme o tipo de adição que apresentam, com programas dirigidos e vocacionados para a problemática que apresentam”.

“Com esta reorganização conseguimos rentabilizar os recursos e aumentar a lotação”, explicou a presidente do ICAD.

A unidade de internamento da UAL encerrou em março de 2020 devido à pandemia e em fevereiro deste ano o serviço foi retomado com oito camas num pavilhão, uma solução temporária até que os blocos reabrissem.

Em 2020, a lotação de internamentos indicada era de 20, apesar de o número de internados ficar aquém devido à “forte de redução de recursos humanos”, segundo Joana Teixeira.

Uma fonte do ICAD disse à Lusa que os internamentos duram entre 10 e 21 dias e que neste momento estão em lista de espera 42 utentes para tratamento de álcool e drogas.

A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, também presente na sessão, disse aos jornalistas que a articulação das unidades permite a otimização de recursos, destacando que “é muito difícil atrair” profissionais de saúde, mesmo na área da enfermagem, para a região da Grande Lisboa.

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