A ministra da Saúde assegurou hoje que o Governo mantém o objetivo de transformar o INEM, apesar dos compromissos alcançados com os técnicos de emergência pré-hospitalar que levaram à desmarcação da greve.
“Os compromissos a que chegámos não significam que o Governo tenha desistido de transformar o INEM. Pelo contrário, o Governo não cede no objetivo de ter um INEM mais resiliente, mais tecnicamente preparado e com maior capacidade de resposta aos cidadãos”, afirmou Ana Paula Martins na audição regimental na comissão parlamentar da Saúde.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) tinha anunciado uma greve para os dias 14 e 28 deste mês, que foi desconvocada no dia 11 de setembro, após uma reunião com o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Segundo a ministra, “as negociações permitiram encontrar compromissos concretos que asseguram a continuidade da resposta de emergência médica e, simultaneamente, reforçam a capacidade do INEM”.
“A greve é um direito dos trabalhadores, e o diálogo sindical é uma parte essencial de uma administração pública que quer resolver problemas e melhorar os serviços. Foi esse o caminho que seguimos”, declarou.
Ana Paula Martins adiantou que, através da negociação, foi possível encontrar condições para “manter a resposta no terreno e, ao mesmo tempo, reforçar progressivamente a capacidade da emergência médica pré-hospitalar, sendo capazes de ouvir os que nela trabalham, sem deixar de assumir de forma clara que o que sempre estará em causa é o interesse dos cidadãos”.
Vincou ainda que “a desmarcação da greve não encerra a discussão” e “abre espaço para continuar a resolver os problemas sem colocar em causa a segurança dos portugueses e a confiança que têm no sistema integrado de emergência médica em Portugal”.
A decisão de avançar para uma greve de dois dias foi anunciada pelo STEPH em 13 de agosto, em protesto contra as medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo presidido por Luís Cabral, num processo que levou ao extremar de posições entre as duas partes nas últimas semanas.