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Ceuta: Manifestações e greve contra "colapso real" da saúde devido à crise migratória

Lusa
14-09-2026 21:46h

O Sindicato de Enfermagem (CEMSATSE), o de maior representação na Mesa Setorial do Instituto Nacional de Gestão da Saúde (INGESA), vai organizar protestos contra a "degradação da saúde pública" em Ceuta depois da entrada de milhares de imigrantes.

O sindicato vai iniciar os protestos já nesta quinta-feira com uma concentração à porta do Hospital Universitário de Ceuta, num ato que se realizará sob o lema: "Pela saúde pública, a dignidade dos profissionais e dos pacientes", segundo informou em comunicado.

Posteriormente, o sindicato tem prevista outra concentração em frente à Direção Territorial do Ingesa no dia 18 de setembro e uma greve de saúde para 24 de setembro.

A "persistente passividade do Ministério da Saúde não nos deixa outra alternativa senão a medida de conflito mais extrema", argumentou o CEMSATSE.

A CEMSATSE manifesta o seu "mais absoluto repúdio pelas afirmações do Ministério da Saúde, nas quais pretende negar a situação de emergência que atravessa o sistema público de saúde na cidade autónoma" espanhola.

"Diante do que consideramos uma postura irresponsável e afastada da realidade assistencial, a CEMSATSE desmente a posição ministerial e anuncia a ativação imediata deste calendário de mobilizações que culminará numa greve de saúde em Ceuta no próximo dia 24 de setembro", argumentou.

A saúde em Ceuta "não só está no limite, como ultrapassou a sua capacidade operacional, devido aos problemas estruturais que o Ministério não resolve e aos quais se somou o colapso causado pelo atendimento aos imigrantes da entrada massiva de julho", acrescentou.

Cerca de 13.000 pessoas, entre adultos e menores, continuam em Ceuta, depois de mais de 70 mil migrantes terem entrado ilegalmente entre 30 e 31 de julho, na cidade, disse na sexta-feira o governo da cidade autónoma espanhola.

O número foi divulgado pelo presidente do governo autónomo, Juan Jesús Vivas, e resulta de uma contagem feita pelas autoridades da ocupação de diferentes espaços de alojamento e de estimativas realizadas em locais de acampamento, como praias e montanhas.

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