A Coreia do Sul disponibilizou hoje 7,7 milhões de dólares (6,6 milhões de euros) para construção de um hospital distrital na KaTembe, cidade de Maputo, com o objetivo de reforçar o acesso a cuidados de saúde.
“Colocar um hospital na KaTembe vai ser um grande ganho. Vai melhorar o acesso, vai dar proximidade. As mulheres grávidas, por exemplo, da KaTembe, passarão a ser tratadas lá e não terão de atravessar a ponte ou apanhar um barco para vir para aqui [ao centro de Maputo]”, afirmou o ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a assinatura de um memorando com a Coreia do Sul, em Maputo.
O projeto, naquela área da margem direita da baía de Maputo, será financiado pela Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA), indicaram as autoridades moçambicanas. A unidade hospitalar, cuja construção deverá decorrer ao longo de cinco anos, contará com maternidade, bloco de cirurgia geral e unidade de internamento, totalizando 42 camas.
“É isto que nós temos de fazer: procurar soluções para o povo moçambicano”, declarou o ministro da Saúde, acrescentando que o Governo continuará a envidar esforços para aproximar os cuidados de saúde das populações.
“Continuaremos firmes nesta caminhada, porque o povo precisa da nossa ajuda e nós temos de fazer tudo para garantir melhor saúde e não deixar ninguém para trás. Temos de trabalhar para a cobertura universal de saúde, o que passa por assegurar melhor acesso aos serviços para as populações”, acrescentou Ussene Isse.
Por sua vez, o embaixador da Coreia do Sul em Moçambique, Bok-Won Kang, afirmou que a futura unidade sanitária visa contribuir para salvar vidas e destacou os progressos alcançados na cooperação bilateral entre os dois países.
“Espero que este projeto permita aos residentes da região terem acesso a serviços de saúde de maior qualidade e mais próximos das suas comunidades, contribuindo igualmente para um desenvolvimento mais equilibrado da cidade de Maputo”, disse o diplomata.
Na mesma cerimónia, a Coreia do Sul entregou a Moçambique cinco ambulâncias destinadas ao reforço da resposta às emergências médicas, área em que o fator tempo é determinante.
O ministro da Saúde sublinhou que as viaturas vão melhorar o acesso aos cuidados de saúde, sobretudo para mulheres e crianças.
“Uma das principais causas de mortalidade no nosso país, principalmente entre mulheres grávidas, está relacionada com o modelo das três demoras. A primeira demora ocorre ao nível da comunidade, no percurso até à unidade sanitária mais próxima. Por isso, estas ambulâncias têm um papel muito importante na transferência de doentes de uma unidade de saúde para outra”, explicou Ussene Isse.