O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denunciou hoje uma situação de "calor extremo" num centro de saúde em Vila Nova de Gaia, falando em temperaturas superiores a 32 graus centígrados para profissionais e utentes.
Em causa está a Unidade de Saúde Familiar (USF) Vilar Saúde, na freguesia de Vilar de Andorinho, em Gaia (distrito do Porto), integrada na Unidade Local de Saúde (ULS) Gaia/Espinho, "onde médicos, restantes profissionais e utentes continuam a suportar temperaturas superiores a 32ºC devido à avaria do sistema de climatização".
Segundo o sindicato filiado na Federação Nacional dos Médicos (FNAM), "a situação já provocou episódios de indisposição e lipotímias de utentes", falando numa questão de "risco para a saúde pública" e não de "uma questão de conforto".
"É inaceitável que idosos, crianças e doentes sejam atendidos nestas condições, bem como exigir aos profissionais que prestem cuidados sob stress térmico severo, comprometendo a segurança de todos", aponta.
Exigindo uma "intervenção imediata", o SMN garante que "se persistirem condições de perigo grave e iminente, o Sindicato apoiará os médicos no exercício dos seus direitos legais e participará da situação às entidades fiscalizadoras competentes".
No comunicado, referem ainda que em 10 de julho denunciaram formalmente a situação à administração da ULS Gaia/Espinho e à Câmara de Gaia, "exigindo a reparação urgente da climatização e medidas provisórias que garantam condições mínimas de segurança".
De acordo com o sindicato, "até à data, nenhuma destas entidades respondeu nem resolveu o problema".
"Quando quem tem a responsabilidade de manter as instalações nada faz, são os doentes que pagam o preço da inação", enfatiza o sindicato.
Contactada pela Lusa, fonte oficial da ULS Gaia/Espinho disse que a responsabilidade da manutenção do edifício em causa pertence à autarquia de Gaia.
Já a Câmara de Gaia respondeu à Lusa que "vai, de uma forma célere, com os serviços camarários e os fornecedores tentar corrigir esta situação".
"O atual executivo herdou um conjunto de equipamentos de saúde a necessitar de manutenção e está a fazer um investimento de oito milhões de euros na sua reabilitação", aponta a autarquia liderada por Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL).