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UTAD e ULS de Trás-os-Montes formalizam protocolo para curso de Medicina

LUSA
26-06-2026 17:22h

A Universidade e a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro formalizaram hoje, em Vila Real, um protocolo de colaboração com vista ao arranque do curso de Medicina em setembro, que abre com 40 vagas.

“É um passo muito importante e determinante para o Mestrado Integrado em Medicina, na medida em que estamos a formalizar uma relação, uma cooperação com a Unidade Local de Saúde, parceiro chave para o funcionamento do curso”, afirmou o reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Jorge Ventura.

As duas instituições, sediadas em Vila Real, assinaram hoje o protocolo de colaboração institucional e cooperação académico clínica que define as competências da UTAD e da ULSTMAD.

“Hoje foi o culminar de um trabalho que tem sido feito até agora e que é muito importante para nós, que é a oficialização desta parceria entre a UTAD e a ULS. É neste protocolo que se encontram as cláusulas de definição desta ligação e desta cooperação entre as duas entidades”, salientou Sara Mota, presidente do concelho de Administração da ULSTMAD.

A responsável explicou que o protocolo, de 34 páginas, “abrange todo o funcionamento do curso”, como o vínculo do corpo clínico e a forma como ele vai trabalhar.

Em novembro foi anunciada a aprovação condicional do curso de Medicina por parte da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). A acreditação condicional é válida por dois anos.

A vice-reitora para a Educação e Qualidade, Carla Amaral, lembrou que foram impostas oito condições que a UTAD tem de cumprir e frisou que, hoje, com a assinatura do protocolo, foram cumpridas duas.

“Nós temos trabalhado sobre todas elas durante o tempo desde que sabemos que foi aprovado. Ficámos muito satisfeitos porque temos duas a que estamos a fazer o ‘check’ no seu cumprimento. Tínhamos dois anos para mostrar a evidência de que elas estavam cumpridas e nós estamos a fazê-lo ainda antes de o curso começar”, salientou.

Hoje foi oficializada parceria entre as duas instituições mas, Carla Amaral, destacou também o envolvimento dos líderes clínicos do hospital e das unidades de saúde familiar no planeamento educativo.

“Acho que estamos a portar-nos bastante bem no caminho de fazer aqui o cumprimento de todas as condições que nos foram elencadas”, salientou.

O médico Pinto de Sousa é o diretor do novo curso. “É um desafio, mas é estimulante. Há duas coisas que eu pessoalmente gosto de fazer, um é tratar doentes porque sou médico e outro é ensinar e ensinar médicos a tratar melhor os doentes”, afirmou aos jornalistas.

Sobre o curso, cujo processo acompanhou desde o início, destacou que ele pressupõe “uma maior proximidade dos estudantes com a população local” e um “envolvimento relativamente precoce da clínica no início do curso”, salientando que os “alunos vão ter um contacto com a prática clínica muito cedo.

“Vamos dar uma visão completamente diferente de muitos outros cursos clássicos”, apontou

Depois, como é um curso que vai ter um número reduzido de alunos, vai permitir “um melhor rácio aluno-docente”.

“Vamos ter, por exemplo, tutores que vão acompanhar cada aluno ao longo dos seis anos, o que é uma coisa relativamente nova em termos de ensino da medicina”, apontou, realçando que, quer a UTAD, quer a ULS, estão “motivadas e concertadas num objetivo comum”.

Neste arranque do curso, tanto a UTAD como a ULS tiveram de encontrar verbas próprias para investir, antes da assinatura do contrato-programa com o Governo, que só vai acontecer depois de eleito o novo reitor da UTAD, o que irá acontecer na segunda-feira.

Carla Amaral concretizou que, da parte da UTAD, o investimento aplicado diretamente no curso ultrapassa os dois milhões de euros, e da ULSTMAD, um milhão de euros.

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