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Hantavirus: Profissionais de saúde cabo-verdianos homenageados após quarentena

LUSA
19-06-2026 15:31h

Três profissionais de saúde cabo-verdianos que assistiram o navio cruzeiro Hondius, afetado por uma crise de hantavírus, em maio, regressaram na quinta-feira às rotinas diárias e foram homenageados, anunciou hoje o Ministério da Saúde do arquipélago.

“Após cumprirem um período de 42 dias de quarentena, os profissionais retomaram nesta quinta-feira as suas atividades pessoais e profissionais”, anunciou o Governo, em comunicado.

A médica infeciologista Maura Delgado, do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), que liderou a equipa que subiu a bordo, o médico João Paulo Brito, do Centro de Saúde de Ponta d’Água (cidade da Praia), e o enfermeiro Arnaud Jonas Faure, também do HUAN, foram homenageados numa cerimónia simbólica realizada pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo.

“Os três profissionais decidiram enfrentar uma situação sanitária complexa e de elevado risco a bordo do navio Hondius, garantindo a resposta de Cabo Verde perante uma emergência de saúde pública de dimensão internacional”, indicou o Ministério da Saúde.

Num dos seus últimos atos enquanto ministro da Saúde (o novo Governo após eleições foi hoje nomeado), Jorge Figueiredo considerou tratar-se de “um ato de profissionalismo e de heroísmo”, comparando-os aos “22 atletas que representam Cabo Verde no Mundial de futebol”.

Após a intervenção no navio, os profissionais cumpriram 42 dias de quarentena, “permanecendo afastados das suas famílias e do convívio social”, acrescentou.

Maura Delgado referiu que o período foi cumprido “com estrita observância dos protocolos de saúde pública”.

O navio cruzeiro Hondius entrou nas águas de Cabo Verde a 03 de maio, com 147 pessoas, entre passageiros e tripulantes, após notificação por parte de entidades sanitárias internacionais de um surto de doença respiratória a bordo, com registo de casos graves e óbitos.

Após assistência, permanecendo ao largo, seguiu três dias depois em direção às ilhas Canárias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram reportados um total de 11 casos de hantavírus ligados ao cruzeiro, incluindo três mortes.

Oito casos foram confirmados por exames laboratoriais.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.

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