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ULS Gaia/Espinho pede ao Governo para inscrever 10% dos 280ME para construir edifícios

Lusa
08-06-2026 16:10h

O presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Nova de Gaia/Espinho pediu hoje ao Governo para inscrever no Orçamento do Estado para 2027 10% dos 280 milhões de euros necessários para a construção de três novos edifícios.

“Formulamos hoje um pedido concreto e fundamentado que no Orçamento do Estado para 2027 seja inscrita uma dotação correspondente a cerca de 10% do investimento total como sinal político inequívoco de um compromisso com este projeto, um sinal que o tornará inultrapassável e irreversível”, afirmou Luís Matos.

Durante a inauguração da unidade de ressonância cardíaca e do heliporto, onde esteve o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o presidente da ULS Gaia/Espinho frisou que a inscrição em Orçamento do Estado é o “passo estruturante” que o projeto precisa para avançar com segurança.

“Sabemos que ao formular o pedido de investimento que aqui fizemos estamos a pedir um enorme voto de confiança. Acredite, seremos capazes e merecedores deste voto de confiança, os nossos doentes assim o merecem”, insistiu.

Apesar deste pedido, Luís Matos garantiu que a ULS continuará a procurar diversas fontes de financiamento para a construção destes três novos edifícios.

Em causa, explicou o responsável, está um plano de renovação integrado que visa aproveitar as infraestruturas existentes e construir o necessário para “dar corpo a um hospital moderno, funcional e digno”.

O presidente da ULS Gaia/Espinho ressalvou que o propósito é construir três novos edifícios, nomeadamente o centro da mulher e da criança, que concentrará os serviços de obstetrícia, ginecologia, neonatologia e pediatria, o ambulatório oftalmológico, que vai integrar toda a atividade oftalmológica, e o edifício de internamento das especialidades médicas e o instituto do coração.

“Este investimento, com um encargo estimado de 280 milhões de euros, não é apenas uma obra de engenharia, é um investimento estratégico na saúde pública, na coesão territorial e na qualidade de vida de milhares de cidadãos”, vincou.

A sua concretização exige “vontade política, visão estratégica e o envolvimento ativo da sociedade civil e das instituições públicas”, destacou.

Além desta questão, Luís Matos pediu ainda a Montenegro para rever o modelo das ULS para que estas se tornem “mais robustas, mais ágeis e mais capazes de cumprir a sua missão”, assim como o modelo de financiamento.

“Nesta matéria não nos limitamos ao facilitismo de pedir que se despeje mais dinheiro como panaceia milagrosa. A reflexão que suscitamos é sobre o modelo de financiamento vigente que não reconhece complexidade, diferenciação e intensidade dos cuidados que prestamos”, especificou.

O heliporto, hoje inaugurado e que teve um investimento de 1,9 milhões de euros, tem capacidade para receber aparelhos até 11 toneladas e durante 24 horas por dia, já a ressonância magnética do serviço de cardiologia, de 1,8 milhões de euros, foi doada pelo empresário Domingos Vieira de Matos.

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