O primeiro-ministro afirmou hoje que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o esteio para garantir a todos a prestação de cuidados de saúde, mas considerou que se deve aproveitar as capacidades dos setores privado e social.
“O SNS é o esteio do sistema de saúde, a trave-mestra, a base e a estrutura na qual assenta a garantia de cumprirmos o que está inscrito na Constituição da República Portuguesa, de garantirmos a acessibilidade de todos a cuidados de saúde. Mas não somos daqueles que têm uma visão fechada de que essa é a única via e é, digamos, passível de desperdiçar numa sociedade a capacidade instalada no setor privado e social”, disse Luís Montenegro.
O chefe do executivo, que falava na inauguração da unidade de ressonância cardíaca e do heliporto da Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Nova de Gaia/Espinho, no distrito do Porto, referiu que o país deve aproveitar com “espírito aberto” as capacidades destes setores.
“Devemos fazê-lo com o espírito aberto, com o espírito de boa gestão dos recursos públicos e de aproveitamento também das capacidades que é a iniciativa privada e o setor social porque são os três grandes pilares do sistema de saúde, sempre com a centralidade no SNS, é certo, mas aproveitar a potencialidade dos três”, insistiu.
Neste momento, assinalou Montenegro, o Governo está a conjugar, hierarquizar e priorizar intervenções com a obrigação que tem de garantir a sustentabilidade financeira.
“O Governo está atento, o Governo tem que conciliar hoje um ciclo de investimentos muito significativo porque nos anos que precederam a entrada em funções deste Governo, eu não quero aqui partidarizar ou politizar a análise, mas é um dado objetivo, não foi construído um único hospital novo”, vincou.
E atualmente, acrescentou, está em construção o novo Hospital de Todos os Santos em Lisboa que é “essencialíssimo” para a prestação de cuidados de saúde naquela região.
Segundo o primeiro-ministro, além deste hospital, é preciso construir um novo no Algarve, que é “absolutamente essencial”, e requalificar a ULS Gaia/Espinho.
“E há outros, temos o Hospital do Oeste, também uma velha e premente ambição, temos o Hospital de Barcelos, numa região cada vez mais densa do ponto de vista populacional e desenvolvida do ponto de vista económico, e temos de conciliar todos estes investimentos”, explicou.