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PS/Açores questiona Governo Regional sobre serviço de fisioterapia no Corvo

LUSA
27-05-2026 18:52h

O PS/Açores disse hoje que a ilha do Corvo está sem fisioterapia há três meses e questionou o Governo Regional sobre a situação que deixa utentes sem uma “resposta essencial” para a recuperação e acompanhamento clínico.

O deputado socialista Lubélio Mendonça, citado em nota de imprensa, refere que a situação “assume particular gravidade” numa ilha sem estrutura hospitalar, onde o acesso aos cuidados de saúde exige respostas regulares e de proximidade, alertando para os impactos que a interrupção do serviço pode ter na saúde e qualidade de vida da população.

“Estamos a falar de pessoas que necessitam de tratamentos continuados e que veem agora o seu acompanhamento interrompido ou condicionado, ficando sujeitas a deslocações para outras ilhas ou ao agravamento do seu estado clínico”, afirmou.

Segundo Lubélio Mendonça, “importa perceber as razões” que levaram à interrupção do serviço na mais pequena ilha dos Açores e, sobretudo, garantir “soluções rápidas” para que os utentes não continuem penalizados.

O grupo parlamentar do PS/Açores entregou um requerimento na Assembleia Legislativa Regional, onde questiona o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) sobre os motivos que levaram à ausência do serviço de fisioterapia, os prazos previstos para a sua reposição e as medidas transitórias que serão adotadas para assegurar o acesso da população do Corvo a estes cuidados de saúde.

O partido “considera que o local de residência não pode determinar o acesso dos açorianos a cuidados de saúde essenciais”, defendendo “respostas eficazes e atempadas” que assegurem igualdade no acesso aos serviços públicos de saúde.

O conselho de administração da USIC explicou à agência Lusa que o serviço de fisioterapia dispõe, no quadro de pessoal, de uma fisioterapeuta desde setembro de 2020, que se encontra “em situação de incapacidade temporária há um mês e 29 dias, tendo os dois primeiros certificados de incapacidade apresentados correspondido a períodos de 12 dias cada”.

A presidente do conselho de administração, Sílvia Ramos, acrescentou que o atual certificado de incapacidade temporária “termina no próximo dia 07 de junho, prevendo-se, nesta data, o regresso da funcionária à sua atividade laboral”.

“Desde a primeira semana de ausência da funcionária, a USIC diligenciou junto de várias estruturas do Serviço Regional de Saúde, procurando acautelar eventuais necessidades decorrentes de possíveis prorrogações da situação de incapacidade temporária”, esclareceu.

Ainda de acordo com a USIC, a única situação clínica aguda identificada “foi prontamente salvaguardada, encontrando-se a utente a realizar tratamentos de fisioterapia com os cuidados devidamente assegurados”.

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