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Sindicato exige publicação das notas do internato e abertura de todas as vagas para especialistas

Lusa
04-05-2026 14:10h

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) exigiu hoje a homologação imediata das classificações finais do internato que terminou em março e a abertura de todas as vagas disponíveis para a contratação de novos especialistas.

“Concluída a avaliação final do internato médico em março, é urgente proceder, sem mais demora, à homologação e publicitação das listas de classificação final”, salientou o sindicato em comunicado.

Segundo o SIM, esta homologação das classificações é determinante para o cumprimento do calendário do concurso que se segue, mas também para garantir a aplicação imediata do pagamento dos novos médicos como especialistas, conforme previsto no acordo celebrado entre o sindicato e o Governo no final de 2024.

A legislação estabelece que a abertura dos concursos para recrutamento dos médicos recém-especialistas deve ocorrer no prazo de 30 dias após a homologação e afixação da lista de classificação final do internato médico, com a estrutura sindical a considerar que o cumprimento deste prazo é também uma “condição essencial para garantir o respeito pelos médicos que concluíram com aproveitamento a sua formação específica”.

O sindicato reivindicou ainda a publicação de um mapa de vagas “completo e transparente”, que inclua todas as vagas disponíveis, contemplando também os médicos dos ministérios da Defesa Nacional e da Justiça, alegando que assim será dada resposta às necessidades reais dos vários serviços.

“Portugal não pode continuar a desperdiçar médicos recém-especialistas por falhas de planeamento, atrasos administrativos ou insuficiente clarificação das vagas efetivamente disponíveis”, alertou ainda o SIM, para quem a previsibilidade e a estabilidade dos procedimentos são fatores cruciais para os novos especialistas optarem pelo serviço público.

No final de março, também a Ordem dos Médicos apelou para que o mapa de vagas para colocação de jovens médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) fosse divulgado com a máxima urgência, lembrando a concorrência do setor privado.

"A Direção Executiva do SNS e o Ministério da Saúde têm de antecipar e compreender melhor as dinâmicas dos recursos humanos. É necessário planear e atuar antes que ocorram perdas, desde logo com a publicação do mapa de vagas o mais cedo possível, idealmente antes de cada época de conclusão do internato médico", afirmou o bastonário Carlos Cortes.

Já no final de abril, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou, no parlamento, que vão abrir todas as vagas para a especialidade de medicina geral e familiar (médicos de família) identificadas como necessárias.

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