Cabo Verde vai passar a ter autonomia na produção de oxigénio para uso nas unidades de saúde, graças a uma nova central no Hospital Agostinho Neto, na capital, Praia, apoiada pelo Fundo Global, anunciou hoje o Governo.
“Com um investimento de aproximadamente 6,9 milhões de euros, no âmbito da cooperação entre o Governo e o Fundo Global para o VIH, Tuberculose e Paludismo, esta infraestrutura permitirá ao país produzir localmente oxigénio medicinal”, informou em comunicado.
A central é inaugurada hoje e a medida tem “importância estratégica”, tendo em conta a utilização do oxigénio como “recurso terapêutico essencial em praticamente todas as áreas da medicina moderna”.
O objetivo é que o sistema hospitalar do arquipélago “esteja melhor preparado para responder a emergências sanitárias, crises epidemiológicas e necessidades crescentes da população”, acrescentou.
O oxigénio é um requisito “indispensável” em serviços de urgência, cuidados intensivos, bloco operatório, neonatologia, enfermarias e no tratamento de doenças respiratórias e infecciosas, “incluindo situações críticas como pneumonia, tuberculose, complicações do VIH e outras patologias que exigem suporte respiratório”, concluiu.