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Cabo Verde vai passar a produzir oxigénio para as suas unidades de saúde

Lusa
05-03-2026 12:23h

Cabo Verde vai passar a ter autonomia na produção de oxigénio para uso nas unidades de saúde, graças a uma nova central no Hospital Agostinho Neto, na capital, Praia, apoiada pelo Fundo Global, anunciou hoje o Governo.

“Com um investimento de aproximadamente 6,9 milhões de euros, no âmbito da cooperação entre o Governo e o Fundo Global para o VIH, Tuberculose e Paludismo, esta infraestrutura permitirá ao país produzir localmente oxigénio medicinal”, informou em comunicado.

A central é inaugurada hoje e a medida tem “importância estratégica”, tendo em conta a utilização do oxigénio como “recurso terapêutico essencial em praticamente todas as áreas da medicina moderna”.

O objetivo é que o sistema hospitalar do arquipélago “esteja melhor preparado para responder a emergências sanitárias, crises epidemiológicas e necessidades crescentes da população”, acrescentou.

O oxigénio é um requisito “indispensável” em serviços de urgência, cuidados intensivos, bloco operatório, neonatologia, enfermarias e no tratamento de doenças respiratórias e infecciosas, “incluindo situações críticas como pneumonia, tuberculose, complicações do VIH e outras patologias que exigem suporte respiratório”, concluiu.

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