Dezenas de técnicos de saúde exigiram hoje em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, negociações dos contratos de trabalho e das carreiras, algumas das quais estão pendentes desde 2023.
“Temos trabalhadores técnicos auxiliares de saúde que, por via da não negociação do acordo coletivo de trabalho, neste momento estão a perder bastante dinheiro porque não são posicionados em níveis remuneratórios adequados ao tempo de desempenho que têm” disse à Lusa a coordenadora nacional na área da saúde da Federação Nacional Sindical de Servidores em Funções Públicas (FNSTFPS), que convocou o protesto.
Elizabete Gonçalves disse que há várias matérias para negociar, como a contratação de trabalhadores, mas “não há politicamente uma vontade para resolver as questões”.
Segundo a responsável, os sindicalistas têm estado “a ser empurrados de um lado para o outro”, entre diferentes organismos da administração pública.
Por volta das 11:30, na Avenida João Crisóstomo, em Lisboa, cortada ao trânsito, os manifestantes protestaram com gritos e cartazes com palavras de ordem como “fartos de esperar, as carreiras são para negociar” e “Ministra escuta, os trabalhadores estão em luta”.
No decorrer da concentração, será entregue no Ministério da Saúde um abaixo-assinado em que é exigida a abertura da negociação dos acordos coletivos de trabalho para os Técnicos Auxiliares de Saúde, os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e os Técnicos Superiores de Saúde e o Acordo Coletivo de Trabalho das carreiras não revistas da Saúde.