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Irão: OMS criticou ataques contra hospitais e centros de saúde no Irão e Líbano

LUSA
04-03-2026 11:46h

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, denunciou hoje vários ataques a hospitais, centros de emergência que atingiram profissionais de saúde no Irão e no Líbano.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, o risco de mais profissionais de saúde serem vítimas dos ataques é elevado.

"Isto deve ser evitado a todo o custo, para que os paramédicos, médicos e enfermeiros possam continuar a realizar o trabalho de salvar vidas", pediu Tedros Adhanom Ghebreyesus através das redes sociais.

Na capital iraniana, os bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel terão danificado o Hospital Motahari e forçado a retirada de doentes e pessoal médico no passado domingo, acrescentou o diretor-geral da OMS.

Em Sarab e Hamedan, cidades no noroeste do Irão, dois centros de emergência terão sido danificados e pelo menos dois profissionais de saúde ficaram feridos.

Sobre o Líbano, o diretor-geral da OMS lamentou a morte de três paramédicos e os ferimentos de outros seis na terça-feira, enquanto socorriam vítimas de bombardeamentos no distrito de Tiro, na fronteira sul do país.

Israel iniciou uma frente de combate contra bases e alvos do Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, no Líbano.

Tedros Adhanom Ghebreyesus lembrou as partes em conflito que devem respeitar o direito internacional humanitário e proteger os profissionais de saúde, as instalações e os doentes.

"Apelo à máxima contenção e para que as vozes da sabedoria e da paz se elevem acima do som das bombas. A paz é o melhor remédio", enfatizou.

O diretor-geral sublinhou que, em tempos de crise, os hospitais e as clínicas "são mais necessários do que nunca".

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado no Irão.

O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

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