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URGENTE: Mau tempo: Caudais dos rios Lis e Lena em Leiria a estabilizar – Câmara

Lusa
05-02-2026 18:18h

Os caudais dos rios Lis e Lena estão a estabilizar em Leiria, não se prevendo um alargamento da área inundada, disse hoje o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal, Luís Lopes.

“A notícia mais importante é que os caudais estão a estabilizar, ou seja, a área inundada não se espera que haja um alargamento a não ser que haja um rombo num dos troços do Lis ou do Lena [afluente do primeiro], o que não é expectável, uma vez que há uma redução da pressão também nestes locais”, afirmou Luís Lopes.

O autarca falava aos jornalistas nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações municipal na sequência da depressão Kristin.

De acordo com o vereador, o número de pessoas deslocadas mantém-se em 66, sendo que 45 foram junto à Escola Profissional de Leiria (em São Romão) e “todas elas por meios próprios”, além de 21 pessoas na zona da Ponte das Mestras, onde o Lena desagua no Lis.

Destas 21 pessoas, oito foram retiradas com recurso a embarcação dos Fuzileiros, assim como 18 ovelhas, referindo ainda que houve evacuações preventivas e mantêm-se vários condicionamentos no tráfego rodoviário.

“Não é expectável que seja possível as pessoas que deslocámos regressarem a casa nas próximas horas, porque ainda vai levar algum tempo até o nível de água baixar”, referiu Luís Lopes, assegurando que “todas as pessoas estão devidamente acompanhadas” nas zonas de concentração e apoio à população.

Por outro lado, “algumas têm suporte familiar”, garantiu.

Sobre a situação das pessoas que não têm apoio familiar, o vereador frisou que o município continua “a manter todas as estruturas de retaguarda em funcionamento, para alojamento, alimentação, apoio psicológico, todas elas mantêm a capacidade total”, uma vez que se está numa fase de transição da depressão Kristin para as cheias.

Quanto às evacuações preventivas, Luís Lopes esclareceu que passa por pedir aos moradores para saírem de suas casas, independentemente de a água chegar ou não junto das habitações.

“Na maioria dos casos, as pessoas acataram essa indicação e saíram, noutras isso não aconteceu e tiveram de ser retiradas por embarcação”, esclareceu.

Embora reconhecendo que possa haver uma resistência para os moradores saírem de suas casas, o autarca alerta que “estão a colocar a sua vida em risco”, assim como a dos agentes de Proteção Civil.

Nos campos agrícolas, continua a haver “pressão muito elevada”, o que vai “manter-se durante largos dias”, mas as infraestruturas não foram afetadas.

“Na estação elevatória entre Barreiros e Gândara dos Olivais, que é das mais importantes em termos de abastecimento de água em alta, foi feito um cordão de proteção. Portanto, mesmo que haja alagamento daquela área, ela não é condicionada e não temos de parar o abastecimento da água”, salientou.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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