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Mau Tempo: SMAS de Almada garante segurança e qualidade da água do concelho

LUSA
02-02-2026 16:57h

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS) esclareceu hoje que “não existe, neste momento, qualquer situação que coloque em causa a segurança e a qualidade da água distribuída no concelho”.

O esclarecimento foi feito na sequência de um comunicado emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) a alertar para "riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia".

“No seguimento do comunicado da Direção-Geral da Saúde (DGS), os SMAS de Almada informam que os serviços de distribuição e controlo da qualidade da água estão a funcionar de forma regular, cumprindo integralmente todos os requisitos legais e os rigorosos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação em vigor”, refere o SMAS numa nota hoje divulgada na rede social Facebook.

A DGS emitiu um conjunto de recomendações na sequência da tempestade que afetou várias regiões do país na madrugada de quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia elétrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos.

“Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos”, alertou, em comunicado.

Para reduzir estes riscos, a autoridade de saúde apelou à adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros, como evitar o consumo de água de fontes que não estão ligadas à rede pública de abastecimento, como poços ou minas, por poderem estar contaminadas.

A DGS aconselhou a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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