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Sete palmeiras "sem hipótese de recuperação" abatidas na Avenida D. Carlos I no Porto

LUSA
04-04-2025 15:41h

Sete palmeiras-das-canárias "sem hipótese de recuperação" estavam hoje a ser abatidas na Avenida D. Carlos I, na zona do Passeio Alegre (Foz), no Porto, de acordo com informação oficial do município.

De acordo com publicações nas redes sociais, estavam hoje a ser abatidas palmeiras na Avenida D. Carlos I e, questionada pela Lusa, fonte oficial da Câmara do Porto remeteu para uma informação oficial no 'site' da autarquia, dando conta do abate das árvores.

Na nota informativa, a autarquia refere que a intervenção está relacionada com "trabalhos de controlo do escaravelho-vermelho da palmeira, 'Rhynchophorus ferrugineus'", que atacam as árvores.

Os ataques levaram "ao abate de sete (7) palmeiras-das-canárias, por se encontrarem já algum tempo em estado de senescência sem hipótese de recuperação".

De acordo com a autarquia, "ataques severos da referida praga nos últimos anos destruíram por completo o único meristema apical de várias palmeiras da espécie 'Phoenix canariensis', muito procurada por questões de palatabilidade do palmito".

A "necessidade de intervenção ao nível do abate" acontece "no seguimento do Processo de monitorização do estado fitossanitário e biomecânico do património arbóreo municipal", refere.

A intervenção estava prevista para o período entre a quarta-feira e hoje, referindo o município que "tem desenvolvido múltiplas ações no âmbito da proteção e valorização do património arbóreo público municipal".

Em fevereiro, a Câmara do Porto lançou um concurso público para a aquisição de 12 palmeiras para substituir as que sucumbiram devido ao escaravelho-vermelho no jardim do Passeio Alegre, Avenida Dom Carlos I e Praça dos Leões.

Em resposta à agência Lusa, o município esclareceu que o concurso destina-se “à substituição dos exemplares que sucumbiram e não recuperaram dos sucessivos ataques da praga do escaravelho-vermelho”.

"A espécie de palmeira das canárias é muito suscetível ao ataque do escaravelho-vermelho, que ataca por questões de palatabilidade o único meristema apical que detém, pelo que se torna necessário a sua manutenção e controlo da praga", salienta.

Com um preço base de cerca de 63 mil euros, o concurso visou a aquisição de 11 palmeiras com quatro ou mais metros de altura e uma com cinco ou mais metros.

Estas palmeiras irão substituir os exemplares que sucumbiram na Praça dos Leões, mas também no jardim do Passeio Alegre e na Avenida Dom Carlos I, onde o alinhamento de palmeiras junto ao rio Douro é classificado de interesse público.

À Lusa, a Câmara do Porto adiantou que, desde 2020, tem vindo a acompanhar o estado fitossanitário e proceder ao tratamento biológico de 130 palmeiras distribuídas pela cidade.

Desde então foram efetuadas mais de 8.000 intervenções.

Em 2023, a Câmara do Porto realizou 1.599 intervenções nas palmeiras da cidade, numero inferior a 2022 devido à aplicação de um novo tratamento biológico.

A verificar-se o sucesso deste método de combate ao escaravelho-vermelho, o número de intervenções poderia ser reduzido para “cerca de 400 por ano”, avançou na altura o município à Lusa.

Em 2022 foram realizadas 2.535 intervenções e em 2021 e 2020, 1.869.

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