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Ministra da Saúde assume desafio de melhorar e qualificar acesso aos cuidados de saúde

LUSA
15-11-2019 18:05h

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse hoje que o desafio da sua governação para os próximos quatro anos é melhorar e qualificar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde.

Uma das respostas a melhorar passa por aumentar o volume de atos e, assim, combater as listas de espera, afirmou a ministra durante uma cerimónia de Celebração do Contrato de Autonomia dos Agrupamentos de Centros de Saúde do Porto Oriental e da Póvoa de Varzim/Vila do Conde - Direito ao Desafio, no Porto.

“Claramente precisamos de aumentar o volume de atos porque temos listas de espera. Podemos perguntar se todas as pessoas que estão em lista de espera ainda precisam e se aquilo de que estão à espera é mesmo aquilo que precisariam, mas pelo simples facto de serem utentes merece-nos a melhor atenção e, portanto, uma das respostas a aumentar é o volume de atos”, afirmou.

Apesar desta necessidade, Marta Temido referiu que, em termos de volume de atos nos cuidados de saúde primários, Portugal, comparado com outros países, “está bem”.

Em termos de atividade de consultas "realizam-se qualquer coisa como 31 milhões de consultas em saúde primária", referiu, acrescentando que a maior falta verifica-se na área hospitalar.

“Os cuidados de saúde primários fizeram mais depressa a evolução e já ultrapassaram a barreira de apenas pensar em atos”, sublinhou.

Também hoje, de manhã numa visita ao Centro de Saúde de Valbom, concelho de Gondomar, a ministra da Saúde comentou o caso de furto no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.

“O IPO é uma instituição acreditada e obedece a um conjunto específico de procedimentos. Há aqui uma intervenção criminosa que ultrapassa o que podemos comentar e teremos de aguardar a investigação das autoridades competentes”, disse Marta Temido.

A governante reagia assim a notícias lançadas recentemente por jornais locais que davam conta de que equipamento no valor de 48 mil euros desapareceu do IPO em Coimbra.

Marta Temido apontou que já “conversou com o conselho de administração” do estabelecimento de saúde em causa e que este “informou que a situação de furto foi comunicada às autoridades”.

“Tem sido noticiado que há redes a operar na área do trafico e furto de equipamentos. Exigem-se cautelas redobradas”, concluiu.

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