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Média anual de casos de tuberculose na Europa caiu 4,7%

LUSA
19-03-2019 13:30h

O número de casos de tuberculose caiu uma média anual de 4,7% na Europa na década entre 2008 e 2017, adianta a OMS.

A diminuição registada é a mais alta entre todas as regiões da OMS, que, no entanto, considera que é necessário acelerar a queda para poder cumprir o objetivo da União Europeia (UE) de erradicar a doença no seu território em 2030.

Na região da Europa, que compreende 53 países – incluindo a Rússia e várias ex-repúblicas soviéticas – em 2017 houve 275.000 casos de tuberculose, 30 por cada 100.000 habitantes.

Destes, 55.337 correspondem aos 31 países membros do Espaço Económico Europeu (EEE) – os 28 da UE mais a Islândia, Liechtenstein e Noruega -, o que equivale a 10,7 por 100.000 habitantes.

Um quinto dos diagnósticos é de pacientes com tuberculose multirresistente (TB-MDR), embora apenas 1.041 tenham sido registados no EEE.

O relatório, elaborado em conjunto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (CEPCD), destaca que a maioria dos países da região apresenta deficiências na altura de tratar com êxito os pacientes.

Pouco mais da metade dos pacientes com TB-MDR não recebeu tratamento satisfatório, em consonância com os testes diagnósticos rápidos recomendados pela OMS, percentual que aumenta para 72% nos casos de tuberculose extremamente resistente a múltiplas drogas (TB-XDR).

“A tuberculose pode ser prevenida e curada, agora é hora de agir para acabar com ela em 2030. Se não agirmos rápida e decisivamente, haverá um aumento nos casos de modalidades de doenças resistentes aos medicamentos”, disse em comunicado a diretora do escritório europeu da OMS, Zsuzsanna Jakab.

A mais alta autoridade deste organismo, com sede em Copenhaga, sublinhou, no entanto, que a Europa tem o potencial científico e tecnológico para erradicar a doença em 11 anos.

A OMS lembrou que as suas novas recomendações para o tratamento da tuberculose multirresistente incluem medicamentos mais seguros e eficazes que também reduzem possíveis efeitos colaterais graves.

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